terça-feira, 15 de maio de 2007

JUDÔ E BOXE











JUDÔ- Terá no Pan uma equipe forte e experiente, com judocas que tem obtido bons resultados internacionais nos últimos anos. Trata-se da melhor seleção da história para uma competição continental. Em 2003 nosso judô brilhou no Pan com 5 ouros. O objetivo é conseguir ainda mais, lutando em nossos tatames . Nas últimas décadas o judô brasileiro sempre fez bonito, com nomes de destaque como Aurélio Miguel, Rogério Sampaio e Vania Ishi, mas que não tinham quase nenhum apoio, devido a problemas com a Confederação de Judô, sempre envolvida em irregularidades. Nos últimos anos, com o fim da dinastia da família Mamede na Confederação, a situação melhorou. Os atletas passaram a ter maior intercâmbio com judocas de outros países e uma nova geração foi formada.
A equipe do Pan terá 14 atletas ( 7 de cada sexo), divididos por categoria, de acordo com o peso. O principal adversário será Cuba, que também tem tradição no esporte. No masculino destaques para os medalhistas olímpicos Leandro Guilheiro ( leve), Flávio Canto ( meio-médio que estará buscando o bicampeonato) e Tiago Camilo ( médio). Além deles teremos o campeão mundial João Derly ( meio-leve) e também Alexandre Lee ( ligeiro), Luciano Correa ( meio-pesado) e João Gabriel Schiliter ( pesado). Um time para assustar os adversários.
Já no feminino o principal nome é a veterana Edinanci Silva ( foto) no meio-pesado, também lutando pelo bi no Pan. Outra atleta experiente, que já ganhou medalha em mundial é Danielle Zangrando ( no meio-leve). Completam a equipe Erica Miranda, Danielle Yuri, Mayra Aguiar, Daniela Polzin e Priscila Marques. A duração de cada combate no judô é de cinco minutos no masculino e quatro no feminino. Quando a luta é interrompida o cronômetro pára. Vence quem conseguir derrubar o adversário de costas ( ippon), imobiliza-lo por 25 segundos ou obter sua desistência. Caso não haja um ippon, vence quem obtiver maior pontuação de acordo com os golpes ( yuko e kata).

BOXE- Foi uma decepção em 2003,
com apenas duas medalhas de bronze. Para evitar um novo fiasco, os 11 atletas brasileiros estão treinando muito forte e participando de competições internacionais. Existem diferenças entre as regras do boxe amador ( disputado em Pan e Olimpíada) e do profissional. No amador os combates duram apenas 3 rounds e os atletas usam um protetor de cabeça. No Rio de Janeiro serão 11 categorias em disputa, com os pugilistas divididos de acordo com o peso. As 3 maiores esperanças de medalha no boxe para o Brasil ficarão por conta de Myke Carvalho ( na categoria até 64 kg), Glaucélio Abreu ( até 75kg), eleito o melhor atleta no último Campeonato Brasileiro e Rogério Nogueira, o Minotauro ( mais de 91kg), medalha de ouro nos últimos Jogos Sul-Americanos. Uma curiosidade é que 6 dos 11 pugilistas brasileiros são baianos, 4 paraenses e apenas um paulista, Washington Silva ( até 81kg). Cuba é uma força mundial do boxe e tem tudo para ficar com quase todas as medalhas de ouro. Estados Unidos e Argentina também tem bons pugilistas.
Fique sabendo que: já foi escolhido o porta-bandeira brasileiro para a cerimonia de abertura do Pan, dia 13 de julho : trata-se do maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na última Olimpíada, quando perdeu a chance de disputar o ouro após ser empurrado durante a prova, por um desequilibrado mental.