segunda-feira, 18 de junho de 2007

TÊNIS DE MESA, VOLEI DE PRAIA E REMO







Na história dos Pan-Americanos dois atletas são os maiores ganhadores de medalhas de ouro, com 8 conquistas: Hugo Hoyama do TÊNIS DE MESA e Gustavo Borges da natação. Gustavo já se aposentou, porém Hoyama, aos 38 anos, estará competindo pela última vez no Pan do Rio, em busca do título, que o colocaria como maior medalhista de ouro da história. A idade já pesa para ele, que não possuí mais a tão necessária agilidade para o esporte. Na competição individual será complicado para Hoyama, mas em duplas, ao lado de Thiago Monteiro, o ouro poderá vir. Thiago é o número 1 do Brasil no tênis de mesa. Aliás, mesa-tenistas odeiam que o esporte seja chamado de pingue-pongue. Completa a equipe masculina Gustavo Tsuboi.
O grande adversário dos brasileiros será o "argentino" Liu Song. É isso mesmo leitor. A Argentina, assim como os Estados Unidos, a República Dominicana e outros países contam com "chineses naturalizados", em suas equipes. A China é a maior força mundial do tênis de mesa. Muitos chineses que não conseguem atingir o ápice no país, vem para as Américas, defenderem outros países. É o mesmo que acontece com nossos jogadores de futebol. Tem Silva na Croácia, Alex no Japão e Clayton na Tunísia. Com isso, ficou mais difícil para o tênis de mesa do Brasil, que até a década de 90 era a maior potência do continente. No feminino, nunca conquistamos o ouro. Para o Pan, 3 atletas experientes pretendem pelo menos brigar por prata e bronze: Ligia Silva, Karin Sato e Mariany Nonaka. Os jogos de tênis de mesa são disputados em uma melhor de 7 sets em simples e 5 nas duplas. Os sets são de 11 pontos e a ordem dos saques é invertida a cada dois pontos marcados
No VOLEI DE PRAIA o Brasil contará pela primeira vez com suas duas principais duplas para o Pan. Nas últimas edições dos jogos, devido ao Circuito Mundial, competição que coincidia com o Pan, os grandes nomes não participavam. Desta vez teremos no masculino simplesmente a dupla campeã olímpica Ricardo e Emanuel. O ouro, inédito no masculino, é quase certo. Já no feminino Larissa e Juliana são as atuais bicampeãs do circuito mundial. Após a última Olimpíada surgiram como um furacão, desbancando Adriana Behar e Shelda . No feminino já fomos ouro em 1999. Cuba e Estados Unidos são outras forças do vôlei de praia.
No REMO, 33 atletas defenderão o Brasil. No masculino não conquistamos ouro desde 1987. No feminino, competição mais recente, buscaremos a primeira medalha. As principais esperanças estão com a dupla Anderson Nocetti e Allan Bittencourt. Eles são experientes, competem em etapas da Copa do Mundo de Remo e tem conquistado bons resultados. Outra aposta é o quarteto feminino formado por Fabiana Beltrame, Kissia Cataldo, Monica Anversa e Renata Gorsen. Fabiana foi a representante brasileira na última Olimpíada. No remo, os barcos são divididos por raias e competem lado a lado para ver quem é o mais rápido. A distância é de 2.000m. As embarcações – com ou sem timoneiro, ou skiff ( com remos mais curtos) – podem ter um, dois, quatro ou oito componentes. O timoneiro, integrante que não rema é responsável por orientar e incentivar os remadores. Há também competições na categoria peso leve. Argentina, Cuba e Estados Unidos são as forças do continente.


Marcelo Romano