terça-feira, 3 de julho de 2007

CICLISMO E GINÁSTICA ( ARTÍSTICA, RITMICA E TRAMPOLIM)


Um esporte que distribui muitas medalhas no Pan, devido ao grande número de provas é o CICLISMO. O Brasil não tem tradição de bons resultados, apesar das bicicletas serem comuns em nosso país.O único ouro em Pan, aconteceu em 1959. As modalidades olímpicas do ciclismo estarão em disputa no Pan: provas de pista, estrada, mountain bike e BMX ( o bicicross). A maior modalidade é a pista, que reúne dez provas diferentes, individuais e por equipes, de velocidade, contra o relógio e perseguição. Na modalidade estrada, há duas provas, de velocidade ( homens percorrem 239 km e mulheres 120km ) e contra o relógio. No mountain bike, há apenas uma prova em trajetos acidentados, com trilhas, ladeiras, pedra, terra e lama. No BMX, versão ciclística do motocross, incluída na próxima Olimpíada, haverá provas femininas e masculinas de corrida em pistas de terra com saltos, curvas e obstáculos.
O Brasil terá 36 ciclistas no Pan. Luciano Pagliarini, que mora na Itália, é experiente em competições internacionais, já disputou o Tour de France, é uma das esperanças brasileiras na prova de estrada ao lado de Renato Seabra. No estreante bicicross podemos torcer pela pentacampeão brasileiro Mauro Aquino. No mountain bike a expectativa de pódio é com Jaqueline Mourão, primeira brasileira a se classificar para a prova em Olimpíada. Nas provas de pista, os destaques brasileiros são o veterano Hernandes Quadri e Janildes Fernandes, medalhista nos últimos dois panamericanos.. As principais potências do ciclismo nas Américas são Estados Unidos, Argentina, Cuba e Canadá.
Daiane dos Santos surgiu para o mundo da GINÁSTICA ARTÍSTICA no Pan de 1999. Ela foi o destaque brasileiro na modalidade obtendo 2 bronzes ( solo e equipe) e uma prata ( salto sobre o cavalo). Em 2003 foi bronze ( equipe). Agora, competindo em casa, Daiane, que já foi campeã mundial, quer a medalha que falta: o ouro. Nos últimos anos, graças a importação de técnicos ucranianos e ao Centro de Treinamento de Curitiba, a evolução da ginástica artística brasileira foi espetacular. Assim como Daiane, Daniele Hipólito, Laís Souza, Mosiah Rodrigues e Diego Hipólito brilharam em competições internacionais. Todos eles estarão competindo no Pan, junto com novas promessas como Jade Barbosa e Luis Augusto dos Anjos. O Brasil é fortíssimo na prova de solo, mas terá um grande obstáculo no feminino: a mexicana Elsa Garcia. Nas outras provas Estados Unidos, Cuba e Canadá costumam ficar com as principais medalhas. Na ginástica artística, homens disputam provas de solo, salto sobre o cavalo, cavalo com alças, paralelas, barra fixa e argolas. As mulheres competem no salto sobre o cavalo, paralelas assimétricas, trave e solo.
Já na GINÁSTICA RITMICA, a equipe brasileira vem de 2 ouros, nas últimas edições do Pan. Porém houve uma renovação e nenhuma atleta que fez parte das outras conquistas permaneceu. Mas, é possível o tricampeonato. O destaque é Ana Scheffer, 17 anos, que competirá também na prova de cordas. Diferente da ginástica artística, a ginástica rítmica dá importância à graça e beleza dos movimentos, sendo uma modalidade exclusivamente feminina, com provas individuais e de conjunto, que usam cinco aparelhos: fita, corda, maça, bola e arco. A GINÁSTICA DE TRAMPOLIM reestréia no Pan.Só foi disputada em 1955 e 1959. O Brasil não tem expectativa de medalha. Sobre uma tela, geralmente de nylon, o atleta salta até atingir 6m de altura e executa 20 elementos técnicos, analisados pelos juízes. Há também competição de duplas. O Brasil terá 3 representantes com destaque para Giovanna Matheus.